domingo, 13 de janeiro de 2008
Cotas racistas
Antes de tudo, quero esclarecer que falarei especificamente dos negros, mas os índios e pardos.
Em um país que é considerado uma das maiores nações racialmente miscigenadas e estampa uma igualdade racial( pelo menos de 4 em 4 anos), é uma atitude lamentável.Se eu fosse negro, me sentiria ofendido. Eu quero entrar numa universidade por mérito, e não porque eu sou privilegiado por cotas racistas.
Separar pessoas por cor da pele é discriminação.
E vejam bem, o racismo não é apenas contra os negros, mas também contra as outras raças. Qual a diferença entre um branco que estudou no mesmo colégio e turma que o negro? Nenhuma. Se o ensino básico e fundamental é insuficiente, não são os alunos que devem sofrer(mais ainda) com uma desvantagem no vestibular.
Imagino que os idealizadores dessa idéia pensaram em uma sociedade menos severa com os negros, o que é um pensamento correto, porém o fizeram de uma forma em que aumenta o contraste entre brancos e negros.
É fato que a maioria dos negros tem oportunidade e qualidade de educação inferior comparado à maioria dos brancos, mas não se forma uma sociedade culta e inteligente separando-a.
Se o problema é entrar na universidade pública, tendo os principais motivos no péssimo ensino fundamental e médio das escolas públicas, não é a universidade que deve mudar, mas sim o ensino público.
Eu imagino a seguinte ocasião. Aquele rapaz que estudou em cursinho, ganha de mais de 30 candidatos pela sua vaga, se encontrando com o negro que não teve um bom ensino e ganhou de 3 candidatos. É óbvio que os dois não terão a mesma carga cultural e intelectual. O que acontece na universidade? Ao invés de melhorar o nível, piora. É o que o governo faz, na maioria das vezes, para mostrar uma pseudoigualdade.
O argumento que quem tem dinheiro é privilegiado por conseguir estudar em escolas particulares é inválido, e só reforça a precariedade do ensino público.
Sem conhecimento, sem explicação
O Design inteligente é uma teoria que é baseada no conceito da Complexidade irredutível, ou seja, alguma coisa é tão complexa que não poderia ter sido evoluída, mas sim aparecido diretamente na forma complexa, e claro, o criador deve ser mais complexo ainda. É como se, ao invés de inventarmos uma carroça, fazermos uma ferrari.
Assim como o design inteligente, outros grupos religiosos se posicionam da seguinte maneira:
Podem te perguntar como e porque funciona determinado organismo, e se não houver resposta que seja compreendida por tal pessoa, ele logo afirmará "viu só, isso só pode ter sido criado por um ser mais complexo ainda que o organismo!".A falta de explicação em uma teoria não valida necessariamente as outras opções.
Penso que essa é uma das principais diferenças entre o pensamento científico e criacionista.O criacionista acha a resposta para sua ignorância em algo que não existe, ou que pelo menos não se possa (facilmente) provar, pois ele não precisará pensar e estudar para chegar em uma conclusão real.
É como no exemplo do último post: nossos antepassados acreditavam que o raio era uma manifestação da ira de deus, porém, hoje temos teorias bem mais plausíveis para o fato.
A ciência faz da ignorância o combustível para o conhecimento, que está em constante evolução.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Explicação divina
Cada dia que passa, comprovo o que os estudos mostram: ignorância é íntimamente atrelada com crendices. Talvez seja por isso que quando nossos antepassados diziam que raios, trovões, terremotos, vulcões eram obra de algum ente sobrenatural, pois não conheciam o que causava tais eventos.
Interessante é que, de acordo com a ciência vai descobrindo os mistérios, as pessoas simplesmente ignoram (ou não) as velhas crendices.
Ainda hoje escuto coisas absurdas sobre fenômenos e eventos naturais, químicos e físicos que são atribuídos ao sobrenatural.
Padres exorcizando demônios em pessoas epilépticas por causa de uma convulsão, caça as bruxas, raios que representavam a ira de deus (será que onde há para-raio, deus não fica irado?), entre muitos outros que a história registra.
Se a religião não estivesse amarrado a ciência por um longo tempo, talvez hoje estaríamos mais avançados.
domingo, 6 de janeiro de 2008
O "paraíso" do ateísmo
Primeiramente, um ateu tem crença sim. O ateu acredita que os fatos dão sentido à vida, não sendo necessário apelar para uma recompensa (religiosamente perfeita) imaginária.
Enquanto o religioso acredita que vá viver na terra, e ter sua recompensa após a morte, os ateus realmente vivem na terra e não tem tempo para perder com crendices que te excluem de vivenciar as maravilhas do mundo.
Provavelmente algumas pessoas afirmarão que a religião também te exclui das desgraças do mundo. Isso sim, é absurdo. As “coisas ruins” existem, e devem ser entendidas como qualquer outro evento, porém a religião apenas tenta focar os olhos e mentes dos fiéis para o divino.
Vou fazer uma analogia que pode, inicialmente, parecer até engraçada:
Imaginem que os espermatozóides estejam rezando fervorosamente para conquistar o paraíso. Apenas os escolhidos fecundarão o óvulo e formarão um novo ser humano. O restante arderá no mármore do inferno (ou em qualquer outro lugar que a imaginação de vocês pode alcançar).
Onde a ciência e o conhecimento avançam, a religião recua.