No trecho "A adoração das lacunas" no capítulo 4 do livro "Deus, um delírio" do Richard Dawkins, um novo ponto de vista me fez refletir sobre teorias que tentam explicar a origem da concepção da vida, especialmente o Design inteligente.
O Design inteligente é uma teoria que é baseada no conceito da Complexidade irredutível, ou seja, alguma coisa é tão complexa que não poderia ter sido evoluída, mas sim aparecido diretamente na forma complexa, e claro, o criador deve ser mais complexo ainda. É como se, ao invés de inventarmos uma carroça, fazermos uma ferrari.
Assim como o design inteligente, outros grupos religiosos se posicionam da seguinte maneira:
Podem te perguntar como e porque funciona determinado organismo, e se não houver resposta que seja compreendida por tal pessoa, ele logo afirmará "viu só, isso só pode ter sido criado por um ser mais complexo ainda que o organismo!".A falta de explicação em uma teoria não valida necessariamente as outras opções.
Penso que essa é uma das principais diferenças entre o pensamento científico e criacionista.O criacionista acha a resposta para sua ignorância em algo que não existe, ou que pelo menos não se possa (facilmente) provar, pois ele não precisará pensar e estudar para chegar em uma conclusão real.
É como no exemplo do último post: nossos antepassados acreditavam que o raio era uma manifestação da ira de deus, porém, hoje temos teorias bem mais plausíveis para o fato.
A ciência faz da ignorância o combustível para o conhecimento, que está em constante evolução.
domingo, 13 de janeiro de 2008
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